Filme cearense "Feito Pipa" é escolhido para representar o Brasil no Oscar 2027
Por Pedro Santana

A Academia Brasileira de Cinema anunciou no dia 16 de setembro que o longa “Feito Pipa”, dirigido por Allan Deberton, foi o escolhido para representar o Brasil na categoria “Melhor Filme Internacional” no Oscar, mesma categoria em que concorreram os filmes “O Agente Secreto”, de 2025, e “Ainda Estou Aqui”, de 2024, ano em que o país trouxe para casa uma estatueta.
O filme disputou pela vaga com outras 14 obras, entre elas estavam “Vicentina Pede Desculpas”, de Gabriel Martins, “100 Dias”, de Carlos Saldanha, “A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai, “Nosso Segredo”, de Grace Passô e “A Natureza das Coisas Invisíveis”, de Rafaela Camelo.
A pré-lista dos indicados às categorias do Oscar será divulgada em 15 de dezembro, enquanto os indicados oficiais serão anunciados em 21 de janeiro de 2027. A cerimônia está prevista para acontecer em março do ano que vem.
Em “Feito Pipa”, acompanhamos Gugu (Yuri Martins), cujo sonho é se tornar jogador de futebol e que vive com a avó, Dilma (Teca Pereira), já aposentada. Ela proporciona ao garoto uma infância marcada por criatividade, liberdade e muito afeto. Dilma passa por um momento de fragilidade em sua saúde, e Gugu se vê prestes a morar com o pai, Batista (Lázaro Ramos), com quem mantém uma relação conturbada e marcada por ausências. A trama gira em torno das relações desse trio, que carrega trajetórias de amadurecimento e pertencimento.
O filme, que estreia nos cinemas do país em 06 de novembro, foi rodado inteiramente em Quixadá, no sertão central do Ceará, e, segundo os roteiristas Allan Deberton e André Araújo, a premissa nasceu de memórias das infâncias de ambos na cidade de Russas, também no Ceará.
Indicado ou não, já é de extrema importância que um filme cearense, dirigido por cineastas cearenses, alcance tamanha visibilidade, especialmente ao tratar de temas importantes e universais presentes nas vivências de crianças e adultos da comunidade LGBTQIA+. A produção aborda essas questões com responsabilidade e compromisso com histórias que correm o risco de ser cada vez mais minimizadas.




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