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5 álbuns que vale a pena você conhecer

  • podcastdepoisdoscr
  • 24 de jun.
  • 3 min de leitura

Por Davvi Santos


Esses 5 álbuns são polos culturais que me fazem transcender. Projetos de gêneros musicais diferentes, cada um com seu valor, sua riqueza cultural e que valem a pena você conferir!


Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

Debut, de Björk, é uma verdadeira obra revolucionária pela forma como junta o experimentalismo e a linguagem pop. A produção combina house, jazz e arranjos orquestrais de maneira fluida, uma mistura bastante rara para sua época. O álbum se destaca pelos beats eletrônicos rígidos. Björk nunca deixou de experimentar elementos novos para sua música, isso a diferencia de outros artistas e sua voz funcionou como elemento rítmico entre todos os arranjos. Mesmo sendo facilmente identificado como uma obra dos anos 90 pela sua sonoridade, Debut continua com uma inventividade impressionante.


Escutá-lo pela primeira vez me deixou muito fascinado. Eu, consumidor fiel de reggaeton, me vi entrando em um mundo totalmente diferente. Ela, que gosta de transitar principalmente nos ritmos da música eletrônica, o art pop, a música experimental e a vanguarda, me apresentou essa sonoridade de uma forma bastante inesquecível. O que me fez querer navegar mais sobre seu catálogo musical e a me interessar muito mais por canções nesse estilo.


Imagem: Reprodução
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Debí Tirar Más Fotos, de Bad Bunny, chama atenção pela fusão entre bases eletrônicas do reggaeton e elementos orgânicos de gêneros tradicionais como bomba e plena. Em vez de apostar apenas em batidas pesadas e refrões feitos para viralizar nas redes sociais, Bunny trabalha uma sonoridade mais calorosa e nostálgica, com percussões muito orgânicas, instrumentos tradicionais e arranjos que dão sensação de memória e pertencimento.


Além de ser um verdadeiro ato político, Bad Bunny, em mais um trabalho, traz a cultura de Porto Rico de uma forma que se interliga com sua identidade. Usando samples de músicas de bandas tradicionais do seu país, ele conseguiu melhorar o que já era ótimo e soube muito bem ousar nos ritmos da músicas. Não ficando preso ao instrumental do sample.


Imagem; Reprodução
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Coisas Naturais de Marina Sena. O tratamento vocal é um dos pontos mais fortes do álbum, preservando o timbre de Marina e fazendo com que o projeto tenha esse toque delicado. Do ponto de vista harmônico, há riqueza pouco comum no pop brasileiro contemporâneo. O resultado é um disco tecnicamente refinado, que traz uma sensação de descobrir um tesouro a cada música.


Se destacando nos últimos anos como uma nova diva pop, Marina Sena apresenta um trabalho em que sua estética é muito natural, levando a sério o nome do álbum. Diferente do álbum Vício Inerente, que na minha opinião tem uma energia noturna em uma cidade movimentada, Coisas Naturais é um projeto solar que me transportou imediatamente a uma praia ao fim da tarde. As letras e os vocais se abraçam lindamente e impactam qualquer pessoa que o ouve.


Imagem: Reprodução
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Orquídeas, de Kali Uchis, mistura gêneros como reggaeton, R&B e pop latino de forma muito natural, criando um som elegante e bastante envolvente. A voz de Kali também é elemento central para a experiência do disco, pois ela soa sempre suave e sensual, reforçando a atmosfera intimista do álbum. Sua principal característica está justamente no dom em transformar a sofisticação e sensualidade em uma experiência musical acessível e marcante.


A voz de Kali Uchis é única. Seu tom é único e seus vocais também. E isso combina bastante com sua estética. No Orquídeas, ela traz uma leve extensão do Red Moon in Venus, mas sem deixar de trazer uma sonoridade nova neste novo projeto. A música Igual Que Un Ángel é uma poesia pura. Considero a melhor do álbum pois é a que mais me impactou e ainda me impacta.


Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

AM I THE DRAMA?, de Cardi B, é pensado para causar impacto. Com batidas fortes, graves e refrões que prendem a atenção, ele segue uma linha mais energética. Cardi B combina elementos do trap e do hip hop de forma direta e eficiente. O álbum também demonstra cuidado na construção de momentos de tensão e explosão, mantendo a energia alta ao longo da experiência.


Após 7 anos do seu primeiro álbum, Cardi B lança o AM I THE DRAMA? para mostrar sua evolução no Rap. O álbum é rico em camadas. Mesmo sendo um projeto voltado para ser dançante, a rapper trouxe músicas que desaceleram o ritmo dele. A canção Shower Tears é o maior exemplo desse “freio”. Trazendo um lado mais emocional da cantora, a música,m que é um feat com a cantora Summer Walker, traz batidas suaves, deixando bastante espaço para a voz e para a carga emocional da letra.


 
 
 

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